terça-feira, 25 de março de 2008

Tempo

Tu vens devagar,
Mas quando passa ja se foi.
Caminha contando os passos,
Mas é rápido como um galope.

Ontem foi demorado,
Hoje é rápido,
E amanhã? Ah... estará logo ai.

Nos olha imperativo,
Comparativo,
Superlativo.

Nos leva a vida,
Nos deixa as marcas,
Nos angustia os dias.

Como um menino que brinca no parque
Se diverte com nossa seriedade
Mas não nos leva a sério.

Nos olha no fundo dos olhos,
Com a ira de um animal enfurecido
Mas a leveza de um bailarino.

Se lá tu se vais,
Cá tu és
E alí, quem sabe? Talves será...

Há os que dizem que nos traz maturidade,
Outros que falam que nos marca os destinos.
E há ainda os que não o veem passar.

Ah... Que belo és...
Como pode ser que já passaste?
E como podes deixar tanta saudade.

Tu... as vezes amigo,
Tu.... com quem as vezes me intrigo.
Sim, tu... que és sempre matreiro.

Tú, que dominas nossa curta existência
Seja já a memória extensa.
Mas não derrame sobre nós saudade.

Como pode algo tão simples,
Que pode ser visto num pulso,
Fazer tantos estragos e ao mesmo tempo tantas felicidades.

Ó, tempo... as vezes amigo
Ó, tempo... contigo as vezes me intrigo.
Ó, tempo... comigo sempre matreiro.

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