Tu vens devagar,
Mas quando passa ja se foi.
Caminha contando os passos,
Mas é rápido como um galope.
Ontem foi demorado,
Hoje é rápido,
E amanhã? Ah... estará logo ai.
Nos olha imperativo,
Comparativo,
Superlativo.
Nos leva a vida,
Nos deixa as marcas,
Nos angustia os dias.
Como um menino que brinca no parque
Se diverte com nossa seriedade
Mas não nos leva a sério.
Nos olha no fundo dos olhos,
Com a ira de um animal enfurecido
Mas a leveza de um bailarino.
Se lá tu se vais,
Cá tu és
E alí, quem sabe? Talves será...
Há os que dizem que nos traz maturidade,
Outros que falam que nos marca os destinos.
E há ainda os que não o veem passar.
Ah... Que belo és...
Como pode ser que já passaste?
E como podes deixar tanta saudade.
Tu... as vezes amigo,
Tu.... com quem as vezes me intrigo.
Sim, tu... que és sempre matreiro.
Tú, que dominas nossa curta existência
Seja já a memória extensa.
Mas não derrame sobre nós saudade.
Como pode algo tão simples,
Que pode ser visto num pulso,
Fazer tantos estragos e ao mesmo tempo tantas felicidades.
Ó, tempo... as vezes amigo
Ó, tempo... contigo as vezes me intrigo.
Ó, tempo... comigo sempre matreiro.
terça-feira, 25 de março de 2008
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